Pá, aquilo para local sagrado e de culto é medonho e infernal. A estrada era do piorio e do pior que se pode imaginar. Terra batida, sem firmeza, e com uma camada aí de uns 20 cm de terra fina, tão fina como a cinza. O caos rapaziada...
O 1.º foi o hulk a avançar e pela quantidade de pó que levantou, imaginámos logo a trampa em que estavamos metidos. A seguir segiu o Delisis e eu já a cagar para aquilo, resolvi também avançar para não dar parte de fraco, até porque o almoço estava, em principio, lá em cima.
Ao pisar a estrada fiquei de imediato coberto de pó até às orelhas, e não fosse existir uma escapatória logo à frente, tinha-me espalhado. A estrada não tinha qualquer consistência e a insegurança era tremenda.
Já o Silentwalker não tivera a mesma sorte. Ao regressarmos, eu e o Delisis, por não vermos o Hulk e estarmos indecisos quanto ao caminho a seguir(ainda bem que não o fizémos), deparámos com o silent a praguejar com a burra no chão.Estava irritado à brava e não era para menos.
Lá ajudámos o companheiro a descer com a burra e já embaixo verificámos os estragos. Para além da quantidade de pó que nos cobriam a todos da cabeça aos pés, uma coisa medonha mesmo, para esquecer, constatámos que afinal, quem tinha tido os danos mais severos fora o Hulk, pois tinha rebentado com os fios eléctricos do rectificador que estavam junto ao carter.
Felizmente, o moço previne-se em terra e conseguiu desencagar a cena no local, não sem antes, malharmos o almoçito. Cervejola, umas sandochas disto e daquilo, batatola frita e fruta.
Já recompostos, zarpámos então até marvão para apreciar "as vistas". Lá em cima, tiraram-se umas fotos e lá em baixo, na portagem, matou-se a sede. O tasco chamava-se sever, e não há outro. Fica mesmo junto à ponte.
Pouco depois demos em regressar, pois surgiu um imprevisto com a sócio de um de nós e tivemos que regressar antes de tempo. O regresso foi tranquilo e a meio gás.
Já em casa, Eu , Delisis e Silentwalker, fomos bater o resto da bola alí num tasco para os lados do bacêlo, onde deitámos abaixo umas canecas de cerveja, umas moelas, pica-pau, pipas e mais não sei quê.
Dia acidentado, atribulado, daqueles que nos fazem questionar, porque caralho saímos de casa, mas no final e no competo geral, 5 estrelas.
Desde que haja estrada, convivio e boa onda, vale sempre a pena. Neste caso, e sobretudo, era imperativo ter que rolar, afinal, faltava-me o ar e precisava de colocar a cabeça no sitio.
Até uma próxima.






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