Na minha vida, tento ao máximo pautar-me por alguns principios básicos que todos os seres humanos, enquanto seres racionais, deveriam ter. Não será portanto de estranhar, que no mundo motociclistico, me identifique em grande parte com a filosofia biker e procure nos meus congéneres, as mesmas caracteristicas, os mesmos principios, pelos quais eu me guio. Destacam-se aquelas tatuadas nos companheiros aí em cima, que muito sucintamente traduzem tudo, e traduzem igualmente aquilo que procurava e julgava encontrar. Sempre gostei de ferros desde puto, essencialmente pela estética, motores em "V", motores ruidosos, motores volumosos, cromados, mas também por aquilo que representavam. Rapaziada "porca, feia e má", diferente, livre de espirito e mente, autónoma genuína e autêntica, ciente dos seus valores e cagando solenemente para tudo e para todos.
Uma outra caracteristica que me fascinava, ou pelo menos assim julgava, era o companheirismo entre eles como não há outro, que julgava existir no mundo motociclistico.
Sentindo-me um deles, procurei dentro daquilo a que me permitia fazer e em consciência, procurar rapaziada com quem me identificasse e com quem pudesse partilhar não apenas a estrada. Na realidade, procurava companheiros, amigos, "irmãos".
Não digo que não existam por aí e que outros não tenham tido a felicidade de os ter encontrado. Sei que sim.
Pessoalmente, só tenho encontrado pseudo amigos e pseudo companheiros e apenas 3 anos bastaram, para perceber toda esta "mecânica" e "engrenagem" da treta.
Presentemente, ninguém é amigo de ninguém e todos não passam de conhecidos, apregoando a amizade lá no alto, que apenas se juntam de vez em quando para umas passeatas.
O sentimento verdadeiro de amizade, companheirismo, entrega....a tal lealdade e honra, associadas a um grupo de amigos com paixão pelas motos, sempre me passou ao lado por parte de terceiros e por quem considerava ser diferente, e sobretudo, amigo. Afinal estava enganado( mais uma vez ) e tudo não passou de um lamentavel erro (again....)
Duas vezes é mais que suficiente para ter aprendido, mas quis dar o beneficio da dúvida. Now I know...
Resta-me o consolo de ser como sou, e ter, ainda, a liberdade para pegar no meu ferro e fazer-me à estrada. Afinal, quando o homem, a máquina e a estrada se complementam, nada mais importa.
Saudações,
Eborae Daemon
Respect to all, Loyal to None(= no one)




