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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Moto Clubes & Afins

Não sei se há mais ou menos Motoclubes.
Também não sei se os mesmos têm mais ou menos associados.
Desconheço igualmente se havendo associados, são "dignos" de o ser.
E sendo ou não "dignos" de o ser(associados/membros), desconheço também, se o Motoclube, grupo motard ou o caralho, é ("digno") para com seus associados.
Não sei de nada mas desconfio....
Não sabendo se há mais ou menos motoclubes, se têm mais ou menos associados, desconfio que cada vez mais, os associados são menos dignos do "seu" clube e o clube(moto) é menos digno para os "seus" membros.
Não generalizando, porque haverá certamente excepções e nisso quero acreditar, muitos motoclubes na minha opinião, são instituições "falidas", quer de moralismo, credibilidade, responsabilidade ou idoneidade.
Tendo sido sócio de dois motoclubes e tendo convivido com dezenas de outros, pude verificar que frequentemente, nem o clube serve os interesses dos seus associados nem estes servem os interesses do clube.
Falta empenhamento, entrega, companheirismo, solidariedade e amizade de um lado, clareza, responsabilidade e honestidade do outro.
O pessoal acaba por se afastar e o clube cai em descrédito acabando por se extinguir eventualmente, ou surgindo dali um outro motoclube ou grupinho motard.
No fundo, as pessoas não estão para se sentirem enganadas, nem para verem goradas as suas espectativas. Tambem não estão preparadas para aceitar responsabilidades nem "vergar" a mola. Certamente, uma pescadinha de rabo na boca
Um Motoclube deveria ser como o próprio nome indica, um Clube de Motos, onde os seus associados se sentissem bem e onde vissem correspondidos na sua plenitude, os seus anseios, expectativas e motivações.
Falo por mim claro, mas também por muitos com quem tenho falado e que são anti clube.
O Motoclube deveria ser activo, motivador, aglutinador, ter actividades frequentes, se possivel, vários por mês para assim poder abranger o maior numero possivel de sócios. Na verdade, nada disto se passa e das poucas actividades que realizam, a concentração própria e/ou almoço comemorativo, é a principal. As outras, não são mais que a participação em concentrações de motoclubes amigos que estiveram presentes nas suas comemorações. É o chamado "troca de galhardetes", retribuir o favor.
No final, tudo não passa de um bando de gajos, cujo maior prazer é "entornarem" uns copos até à exaustão, de concentração em concentração, quando deveriam ser as motos "a" paixão, e a bebida, o complemento.
A sede por sua vez, de qualquer motoclube, deveria ser uma sala de convivio, uma sala de estar, onde todos se pudessem reunir e divertir, e onde, eventualmente, poderiam haver bebidas.
A realidade e aquilo a que se assiste, é a existência de um bar a que se chama de sede e onde todo o dinheiro ganho é enterrado em bebida e em beneficio pessoal de alguns.
Triste, é ver as sedes surgirem coniventemente e frequentemente, com o apoio das autarquias, sem sequer se apurar da credibilidade, viabilidade e mais valia do projecto.
Outros há, que gerem o Motoclube como se de uma empresa se tratasse, gerando receitas fabulosas e sendo até um dos pilares da economia local.
Em todos os casos, é inexistente a cultura motociclistica, a solidariedade, o "espirito", a rebeldia, o companheirismo que sempre caracterizaram o mundo das 2 rodas. Daí ter mencionado "associados" como parte integrante de um motoclube, porque na realidade é o que são, pagam quotas, e apenas isso.
Deste modo, cabe a cada um de nós a decisão, naturalmente, de fazer parte de um embuste, ou não.
Presentemente, a falta de carácter, genuinidade, responsabilidade, amor próprio e inteligência, estão disseminados por todo o lado, contudo, outros há que gozam de todas as suas faculdades e pensam por si próprios.
O povo hoje em dia está mais instruído e bem mais consciente, e sabe muito bem aquilo que quer e pretende, e naturalmente, opta.
Por outro lado, o universo conspira sempre a favor de um gajo, isto é, com o tempo, tudo se molda e encaixa. Quer isto dizer, que se os motoclubes continuarem a existir é porque quem neles está, está de concluio com a sua filosofia, e não estando, só lá permanecem porque querem, é sua a responsabilidade. Os outros naturalmente saem e tudo volta ao seu lugar.
Se os motoclubes estão a caminho da extinção?
Talvez, mas....who's give a fuck!!!

1 comentário:

José Cardona disse...

Tambem já sócio/membro de vários clubes, de vários tipos de clubes, e neste momento fico-me pelas relações de amizade.
Já trabalhei que chegue, já tive despesas que chegue, já tive chatiçes que chegue e já "vadiei" que chegue.
Há 2 ou3 anos que ando para me inscrever num clube que para além de ser perto de casa, tem muitas actividades, em especial relacionadas com motos clássicas, mas falta "um bocadinho assim" e a coisa vai sendo adiada.
Até agora esta relação platónica tem funcionado e talvez assim continue a ser e a funcionar.
mas acho muito bem que fundem novos clubes e que se mantenham os que já existem.
Muito cuidadito é com a gestão dos dinheiros e do que o clube compra com esses mesmos dinheiros e sobretudo, cuidado com os chupistas. Porque nestas coisas são sempre os mesmos a bulir e o resto da maralha a viver à conta!