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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Panos & Panos, Lda.

Confesso que já me faz alguma(bastante) confusão, olhar para os panos nos costados da malta, aqueles dos grupos e motoclubes motards, é mais ou menos como quando entra uma merda qualquer para o olho, um gajo fico meio desconfortável. Nada tenho contra, mas apenas isso, não respeito nem deixo de respeitar, estou-me completamente a cagar, mas não deixo de pensar na quantidade de malta que anda a reboque e que não pensa por si.
O mundo evolui e por conseguinte as pessoas também o deveriam fazer, faz parte da aprendizagem, contudo existem individuos que insistem em andar a reboque. Independentemente dos adjectivos que poderia indicar como razões para tal comportamento, na minha opinião claro está, não consigo conceber a ideia de que, em pleno século 21, existiam ainda pessoas desmemoriadas e incapazes de pensar por elas próprias. Vejo a questão como que uma cena primitiva, em que existe a necessidade de andar em grupo para as caçadas ou para as batalhas, e onde o povo era, supostamente, muito menos inteligente. Nos dias de hoje não há esssa necessidade e todos têem a capacidade de ter pensamento próprio sem que nos digam o que fazer ou por onde ir. Há quem não queira fazer uso dessa faculdade e estão no seu direito, mas esta questão pensada de forma racional e lógica, à muito que a extinção destes grupos se teria dado.
É como ser cristão, ninguém o seria se pensasse de forma racional por exemplo, está tudo dismistificado e comprovado cientificamente, pelo que se continuam a existir cristãos, apesar de todas as agruras da igreja desde a altura da inquisição até à pedofilia dos dias de hoje, só posso deduzir que se tratará de pura ignorância.
Recuso-me a aceitar e a deixar de evoluir, recuso-me a não aprender com os erros e com a vida, e recuso-me a envergar outro pano que não o meu. É verdade que já fui ovelha, e é verdade também que já enverguei outros panos, 2 mais precisamente, mas como tudo na vida, existem mutações, percepções, que com o tempo se vão alterando e nos dão a perceber a mesma merda mas por outro prisma. Retirar daí elações com proveito próprio é o passo que muitos ainda teimam dar.
Tenho verdadeira admiração não por gajos que andam em grupo com o pano às costas, daqui para o café e vice-versa, ou para uma qualquer concentração, mas sim por aqueles que prescindindo de qualquer pano ou companhia, se fazem à estrada percorrendo milhares de km's, esses sim, o meu respeito. Não é o pano que dá carácter ou força a um tipo, mas sim a atitude.

1 comentário:

Rui Caldas disse...

Os panos para mim , não foram mais que uma ilusão.Crescer é isso mesmo.