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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A revista que eu lia(assiduamente), mas que já não leio

Falando de motas, claro, das revistas existentes no mercado nacional, aquela, era a unica que eu comprava desde o momento em que surgiu nas bancas. Todas as outras não me interessavam. Não me interessava saber de comparativos, apresentações disto e daquilo e reportagens repetitivas, sobretudo, porque gosto essencialmente de "ferros" e artigos sobre este segmento, eram (e continuam a ser) muito raros. De modo que, quando surgiu "a revista", vou chama-lhe assim, desde logo me cativou. Era diferente, falava de concentrações, ferros, transformações, viagens e tinha tambem alguma publicidade e tabela de preços. Durante muito tempo fui leitor assiduo. Já não sou.
A revista entretanto mudou de nome mas foi só isso, o nome. Está exactamente como estava à uns anos atrás quando surgiu no mercado. Não evoluiu.
Epá, no inicio achava piada sim senhor. Era maçarro, sem qualquer tipo de vivência e sedento por tudo o que envolvesse a tematica, motos. Assim se justifica, o facto de nos primeiros anos "ter ido a todas". Mas as pessoas evoluem, aprendem, ganham conhecimentos, vivências e naturalmente, tornam-se mais exigentes. A revista deveria ter feito o mesmo, ter evoluido. Não o fez, e como eu, muitos leitores certamente, deve ter perdido. Digo isto porque estou cansado de ter numa revista de 80 páginas apenas, trinta e tal de publicidade, mais 10(se não forem mais), apenas de fotos, de um evento que já tem 3 meses e o qual "esticaram" para "enchouriçar" e arranjar material para as edições seguintes. No fundo, andamos a papar do mesmo à 3 meses. Certamente que faro é um evento incontornável e do qual se deve falar, mas justificava-se plenamente uma edição especial, nem que para isso o preço aumentasse e não a "empastelar" para fazer render o peixe. Caso quisesse apenas ver fotos, não seria necessário pagar pela revista. Na net arranja-se tudo, ou quase.
Depois temos as reportagens encomendadas, mais de 1 terço da revista com publicidade, anuncios de eventos que já passaram, etc...Jornalisticamente, muito fraquinho. Gabo a iniciativa, preseverança e quiçá, o trabalho em prol deste projecto, mas manifestamente, está a anos luz da imprensa do género, lá fora.
Resta-me aguardar que um novo projecto surja no mercado dentro do conceito mas com conteudo. Pode ser que me deixe novamente seduzir.
Obviamente, a revista ilustrada não é a que me refiro. Quem me dera...

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